Idosos

Por Patrícia Tambourgi
Informações e Colaboração de Ana Carolina Coan

A idade avançada requer mais atenção em todas as esferas da vida. E assim também é em pacientes com epilepsia.

O paciente idoso com epilepsia requer cuidado especial, principalmente, devido a três fatores.

  • Há maior risco de fraturas em caso de acidentes durante as crises epilépticas, porque os ossos tornam-se mais frágeis em idades avançadas;
  • Há maior risco de efeitos adversos com o uso das medicações para o tratamento da doença;
  • Há maior risco de interação das medicações para o tratamento da doença com outras medicações utilizadas pelo paciente. Isso significa que as medicações antiepilépticas podem tirar o efeito de outros remédios, dependendo do caso.

Não há medicamentos específicos para essa faixa etária. O que pode acontecer com o avanço da idade é o médico ter de alterar o medicamento ou a dose, devido à utilização de outros remédios pelo paciente. Um dos motivos pode ser a redução de efeitos colaterais adversos.

Outra possibilidade é evitar interação entre o medicamento antiepiléptico e outro medicamento tomado pelo paciente.

O paciente idoso com epilepsia pode, sim, fazer cirurgia para controlar as crises epilépticas. A decisão sobre se se deve ou não realizar a cirurgia vai depender da avaliação da condição geral de saúde do idoso, caso a caso. Levam-se em conta na decisão os riscos cirúrgicos e os riscos que as crises epilépticas representam para cada paciente.

A maior preocupação da família e dos cuidadores deve ser a de evitar que acidentes ocorram durante as crises. Como foi dito, há maior risco de ocorrência de fraturas nos pacientes em idade avançada durante as crises epilépticas. Por isso, é fundamental atentar para os locais em que o paciente fica, dorme e realiza suas atividades diárias. Ao organizar os espaços, pergunte-se se o paciente pode se machucar naquele ambiente.

Mas cuidar do ambiente externo não é suficiente. É necessário cuidar, também, do funcionamento saudável do corpo para prevenir a epilepsia. Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) é a maior causa de epilepsia adquirida no idoso. Por isso, prevenindo-se o AVC, previne-se, também, a epilepsia.

A dupla prevenção do AVC e, nesse caso, da epilepsia é possível seguindo alguns cuidados, todos eles ligado à adoção de um estilo de vida saudável. São eles: prática regular de exercícios físicos; alimentação saudável e com baixo teor de gordura, a fim de evitar alto colesterol; controlar a pressão arterial e o diabetes; e não fumar.

Idosos que já chegam a essa fase da vida com epilepsia tendem a ter mais facilidade de lidar com a doença do que pacientes que a adquirem mais tardiamente. As pessoas que adquirem epilepsia nessa fase da vida devem buscar entender o que é a doença e manter contato próximo com o médico.

É fundamental para todos os pacientes informar ao médico sobre todos os remédios que tomam para quaisquer outros problemas de saúde, como pressão e colesterol. Se não informar, pode ocorrer interação entre o medicamento antiepiléptico e os demais, podendo algum deles perder eficácia.